Tuesday, 30 November 2010

Competition «Interventions in the City», Duque do Cadaval Square, Lisbon, Portugal . 2007

Competition promoted by the Lisbon's International Architecture Triennale 2007

Personal Project *  -  1st Prize  (published, exhibited on site and presented in conference)



















Localização: Lisboa, Portugal   /   Projecto: 2007

Enquadramento / Objectivos e Tema do Concurso

O Concurso Público de Ideias Intervenções na Cidade teve como objectivo incentivar um debate alargado sobre espaços urbanos de Lisboa com potencialidade de serem requalificados em benefício de um uso público ou de carácter colectivo e incentivou arquitectos e cidadãos a apresentar propostas para a cidade, contribuindo, deste modo, para uma reflexão participativa no âmbito do seu ordenamento. Sendo este um concurso de ideias, apesar de não ter havido qualquer compromisso relativo à concretização das propostas apresentadas, propôs-se realizar in-situ uma exposição das mesmas, enfatizando o diálogo entre arquitectos, habitantes, poder autárquico e investidores privados e uma posterior aprentação publica. Este concurso teve como tema os Vazios Urbanos – tema geral da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007. Neste contexto, entendeu-se como Vazios Urbanos, espaços a preencher ou a conquistar procurando um reflexão dualista entre construir ou destruir construindo, espaços transaccionais que, no interior da cidade, aguardam pacientemente por uma requalificação, espaços que estejam desprezados, espaços que potenciem a deriva, a descoberta, a construção de momentos capazes de alterar a rotina do quotidiano, espaços cheios, construídos, vazios de alma e sentido, expectantes por intervenção.


















Proposta Largo Duque do Cadaval, um Espaço Vazio de Referência

A proposta visa se enquadrar no Plano de Reabilitação da Baixa Pombalina, enquanto contributo para a discussão pública em torno do mesmo, em particular nos motivos pelos quais este espaço, com caracteristicas unicas na cidade, não se encontra incluido em qualquer das suas respectivas Unidades Operativas de Reabilitação (UOR)... (?)
O Largo do Duque do Cadaval, ainda que situado no coração da Baixa (na confluência de 6 importantes praças, cada uma delas com o seu edifício ou monumento referência há muito que caiu no “vazio do esquecimento”... É um espaço de transição, de passagem, desprezado, não referênciado, frequentado essencialmente por turistas que utilizam a Calçada do Duque nas suas deslocações entre o Bairro Alto e o Rossio... Praticamente niguém o conhece ou se lembra que o mesmo existe... No entanto, enquanto “espaço de opurtunidade” para o desenvolvimento de uma proposta de intervenção na cidade, o seu potêncial é enorme: Localização preveligiada no contexto da cidade, vistas unicas para o Castelo e Rossio, existência no local da Estação de Comboios do Rossio, proximidade a 2 estações de metro... A solução, contemplada nesta proposta, passa então pela colocação nesta praça de um equipamento que se afirme tanto no contexto local da Baixa como da cidade, que seja motivo de paragem, de deslocação propositada, que atraia pessoas a este espaço e que utilize o potêncial das vistas unicas sobre a cidade como “isco”... No fundo, o que este espaço necessita é de um edifício marcante que preencha no sentido metafórico este espaço Vazio de Referência...



















Neste sentido, como sujestão, o que se propôs em termos conceptuais foi um Edificio Praça, um edificio cuja cobertura seria visitavel e se transformaria numa praça com um anfiteatro ao ar livre, possibilitando, além da extenção do espaço publico do largo onde se insere até uma cota mais elevada, por forma a se tirar partido do fenomenal sistema de vistas, a realização de todo o tipo de eventos no local, imprimindo uma nova dinâmica vivêncial a este pedaço de cidade esquecido...

























Comentário do Juri do Concurso

«... o poder da arquitectura como regenerador de referências, mesmo em território ferido pelas contingências do abandono funcional. A proposta é um curioso exercício sobre as possibilidades da arquitectura como suporte ao inesperado, motivo de regeneração dos sentidos e das vivências do tecido fino que constrói a cidade.»

* Projecto em parceria com o Arquitecto Pedro Alexandre Pereira

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